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Ficha Tecnica Nome: Karla Costa Taylor Idade: outubro 10 hehe Local: Rio de Janeiro Patrocinios: North Shore Soap Factory, Banzaibetty, Science Customs, Agencia Núcleo Picos de treino: Pipe, Backdoor no Havai...no Rio gostava de São Conrado, Barra da Tijuca... 1 - Karla, como e onde e porquê você começou com o bodyboard? KCT - Eu sempre fui muito ligada a esportes, a praia foi o lugar perfeito onde encontramos o bodyboard. Minha mãe começou primeiro e incentivou a mim e meu irmão...desde então fomos juntos treinar todos os dias depois da escola. 2 - Quem são seus ídolos no esporte? KCT - Minha mãe Maria Helena, meu irmão Claudio Costa. Tenho muitos ídolos no esporte, incríveis atletas, é dificil dizer um nome. O Alistair e uma pessoa que me inspira porque é muito humilde, é puro e surfa como um gladiador em ondas pesadas...é um louco haha.
Karla e sua mãe Maria Helena, grande incentivadora. 3 - Quais são suas manobras preferidas e porquê. Quais você ainda pretende aperfeiçoar? KCT - Eu gosto de manobras radicais, gosto de ver os homens surfando e tentar fazer igual mas com uma graça feminina em meu estilo. Quero mandar um 720...não sei se vou conseguir....mas sei que tenho a posição boa de um invertido, se pintar a junção certa eu tento, mas atá agora não conseguí passar de uma rotação. Além disso sempre tentar aprimorar manobras fortes em ondas mais pesadas. 4 - Qual a importância do estilo pra você? KCT - Eu sempre fui muito crítica comigo mesmo, sempre filmei, fotografei e gostava de corrigir meus erros, detalhes ás vezes que pareciam ridículos mas no final faziam a diferença. Eu acho importante mas também não ao extremo. Atitude x estilo é sempre o balanço certo. 5 - Quais viagens você tem na sua carreira? KCT -USA, Hawaii desde de 94, Africa do Sul, Australia, Mexico, Costa Rica, Brasil, Ilhas Canarias, Ilhas Reunião, Tahiti, França, Portugal, Guadalupe, Indonesia, Sumatra, Japão...meu Deus!!!! e isso ai eu acho. 6 - Fale sobre suas principais conquistas no esporte. KCT - Todas as vitorias foram importantes, todas as derrotas foram importantes. Meu titulos de amador, profissional...tudo teve uma importância. Como atleta é dificil manter o estimulo de competir e vencer. O Mundial de 1999, os titulos de vice campeâ em 95 - 00 - 02, e o ISA Games foram titulos no meu apice. Agora Ter vencido Pipeline depois de 10 anos, e vencer em Zicatela foram titulos que me surpreenderam pois a minha volta ao esporte está marcada e é incrivel esse sentimento. 7 - Como está o nivel do esporte no Hawaii, qu é onde você reside atualmente com seu marido e filhos e como você analisa o esporte no Brasil? KCT - O Havai tem um alto nivel, e sempre bom pois todo o ano vemos os melhores atletas, é fácil manter a motivação. Os irmãos Hubb são incriveis...agora a nova geração também mostra potencial. No Brasil temos atletas com garra, e que são incriveis também. Jessica e Isabela mostram uma nova geração que veio pra vencer. O esporte no Brasil tem futuro, e só acreditar e trabalhar muito. 8 - Se você pudesse mudar algo no esporte, o que você mudaria? KCT - Nesse momento eu não mudaria nada, pois eu estou vivendo um momento de muita gratidão. Eu vejo tremendos talentos, atletas que surfam muito, pessoas incriveis. O Mexico foi a primeira vez que esteve com esse evento no mapa, os organizadores trabalharam muito... check in 6:30am, horario certinho, campeonato começando as 7am...parando quando as condições não estavam perfeitas...enfim...eu vejo gente trabalhando por nada, por amor mesmo. É claro que temos coisas a consertam, sempre existem. Mas nesse momento eu prefiro dizer que esse esporte e maravilhoso e me deu condições de mostrar e inspirar pessoas que nunca imaginei na vida. Com muito trabalho e dedicação no tem como não crescer. Novos patrocinios, melhor midia, tudo isso buscamos, um dia virá. 9 - Comente essa recente vitória na etapa do México. KCT - Eu estou sem palavras....nao dá pra descrever. Eu sonho em pegar ondas boas e peguei, eu surfei as melhores ondas nas minhas baterias. As meninas estavam em um alto astral, todos os competidores estavam alegres, quase que sem acreditar nesse evento....um sonho mesmo. O Mexico entrou no calendário no inicio do ano e assim que entrou a Claudia Ferrari me ligou e disse....."Karlinha, a gente tem que ir pra lá! Na hora eu pensei, perai...ainda falta muito mas eh vamos...eu estava focada mais no mundial.¨" Pensei na onda, comecei a lembrar do lugar (pois tinha vindo a 10 anos atrás). Consegui um patrocinio logo antes de vir e tudo se encaixou certinho pra eu vir a participar. Então eu vim...sem hesitar. Chamei minhas amigas, coloquei pilha em todo mundo mas as outras meninas tinham outros planos. Enfim, acabou que quem quis mesmo veio. Foi perfeito. Todas as meninas estão de parabéns. Surfaram condições clássicas com classe e atitude. O que eu não esperava era o carinho e apoio dos locais, eles nos apoiaram tanto que foi incrivel. Foi emocionante. O campeonato começava cedinho, no escuro, o Chico já estava lá, acertando tudo, os juizes mesmo cansados estavam lá, todos alegres, a organização foi super atenciosa, sempre disposta a nos ajudar. O mar cooperou e tivemos ondas clássicas pra todos os gostos. As performances foram as melhores. Foi a primeira vez que eles colocaram um evento desse nivel aqui. Além do surf é claro, mas pro Bodyboard foi a primeira. Vão existir falhas como em todos os eventos mas esse pra mim foi perfeito. Eu me recuso a falar algo critico. Agradeço a Deus por ter nos iluminado com ondas e ninguém ter se machucado também, pois afinal isso aqui é o Mexpipe. A minha performance foi de sonho....eu juro que sonhei com algumas das ondas que peguei, a do tubo foi bem legal, eu fico meio que lembrando...me arrepio, não é só a onda, é o momento, o que significou na minha mente, todo o trabalho que fiz pra voltar, depois de ter tido meus filhos, passado por momentos deprê, dificuldades, voltar assim.... eu sei que foi Deus ali.. E na final a bateria foi super disputada, eu sentia que estava perdendo.... os minutos finais eu vi uma série perfeita e o locutor dizendo que faltavam 20 segundos....eu não sabia se ia dar tempo, remei pra onda... e fui nela, nem hesitei era tão perfeita eu subi no lip tão limpo que arrisquei o ars, voltei limpo e tirei um 10... eu só ouvia a gritaria na praia...foi incrivel... eu ai sabia que tinha vencido. A Eunate é uma competidora incrivel e atualmente uma das melhores do mundo, eu sabia que ia ser dificil. Foi show...foi incrível. ____________________________________________________________________________ Ficha Técnica Nome: Hermano Castro Idade: 31 Local: Copacabana, Posto-5 Patrocinios: - Picos de treino: Posto-5, São Conrado e Itacoatiara Hermano Castro se preparando para a final no Mexico. Pic: Claudia Ferrari 1 - Hermano, como e onde e porquê você começou com o bodyboard? HC - Como eu não lembro, mas foi em Copacabana e porquê eu via o GT simplesmente fazendo coisas no Posto 5 que ninguém fazia, aí me interessei pelo esporte. 2 - Quem são seus ídolos no esporte? HC - GT, Marcello Pedro, Rodolfo Fiuza, Fabio Aquino e dos gringos Ben Severson, Mike, Eppo e Ben Holland 3 - Quais são suas manobras preferidas e porquê. Quais você ainda pretende aperfeiçoar? HC - Aéreo e normal aéreo, porque a sensação de executá-las é muito irada!!!. Estou focado em aperfeiçoar meu surf de um modo geral. 4 - Qual a importância do estilo pra você? HC -Bom, eu gosto de assistir bodyboarders que consigam passar fluidez e linha de onda, pois manobrar sem sintonia não é nada agradável de se ver. Estilo conta muito na minha opinião. Castro e Oliveira, dupla canarinho em Zicatela. 5 - Quais viagens você tem na sua carreira? HC - Sou muito grato ao Bodyboard, pois me fez conhecer muitos lugares ao redor do planeta.. Hawaii, Tahiti, Mexico, Chile, Peru, Equador, Japão, Ilhas Reunião... 6 - Fale sobre suas principais conquistas no esporte. HC - Ano passado ganhei o titulo carioca, na praia de São Conrado. Essa conquista foi muito importante pra minha carreira, pois ganhei como prêmio uma passagem ao Hawaii, e abrindo um leque de oportunidades . 7 - Como está o nivel do esporte no seu estado e como você analisa o esporte no Brasil? HC - O nivel está alto e a cada dia vejo a galera quebrando mais e mais aqui no Rio. O esporte no Brasil está crescendo muito, eventos mundias, escolinhas por toda a parte e novos talentos aparecendo. Hermano Castro invertendo tudo no ar. Pic: Manny Vargas 8 - Se você pudesse mudar algo no esporte, o que você mudaria? HC - Não mudaria nada, mas se pudesse reativaria o melhor circuito regional do país, o Rio BB Pro e o Rio BB Pro Trials, com isso já ajudaria e muito o esporte aqui no Rio de Janeiro e consequentemente no Brasil. 9 - Comente essa recente colocação, um 2º lugar no Mexico. HC - Foi muito maneiro, já estava visando voltar ao Mexico (minha 1ª vez foi em 99) e quando pintou a oportunidade não pensei 2 vezes, vamos lá para minha segunda temporada em Puerto. Logo em seguida fiquei sabendo sobre o evento, aí a Vibbe aumentou ainda mais. O nivel foi alto e minha atuação foi uma crescente, porque quase perdi de cara e fui evoluindo a cada bateria, queria ter vencido, mas estou feliz e amarradão pelo resultado. Minha melhores ondas foram dois tubos irados e uma de tubo, aéreo e rollo. Créditos: Fonte: BodyboardPress.com Entrevistas: Elmo Ramos / Eduardo Andrade Imagens: Divulgação Qualquer dúvidas:
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