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| Uma decisão australiana fechou o primeiro 6 estrelas do WQS Feminino 2010 em Margaret River e a última série no minuto final decidiu o título do Drug Aware Pro na Austrália. Chelsea Hedges, 26 anos, fez uso da maior experiência para derrotar a jovem Sally Fitzgibbons, 19, utilizando uma nova regra do Circuito Mundial. As duas surfaram a mesma onda, Sally foi para a esquerda e Chelsea para a direita que confirmou a vitória pelo apertado placar de 15,26 x 14,73 pontos. Foto de arquivo da campeã Chelsea Hedges em 2007, antes da filha Mieka. (Steve Robertson / ASP Australasia) AA nova regra permite que dois, ou duas, atletas surfem a mesma onda, desde que em direções diferentes. Quando Fitzgibbons (que tinha prioridade) escolheu ir para a esquerda, Hedges rapidamente foi para a direita, com as duas surfando muito bem a decisiva última onda do campeonato. Fitzgibbons precisava de 7 pontos para ganhar e recebeu nota 7,4 para ir pra liderança. No entanto, Hedges melhorou sua pontuação com uma nota 6,43 para recuperar a ponta e conquistar a vitória. “Foi uma final incrível”, destacou Chelsea, a única mamãe do Circuito Mundial. “Bom que teve essa mudança de regra para podermos dividir o pico e eu, felizmente, já tinha me utilizado dela contra a Paige Hareb nesta manhã. Nós estávamos conversando de como poderíamos se aproveitar dela e surpreendentemente acabei garantindo a vitória assim”, disse Chelsea Hedges. “Eu sabia que quando Sally começou a remar para a onda, ela ia conseguir a nota para me vencer porque a onda era boa. Então, logo decidi ir para a direita para tentar trocar minha nota mais baixa - 5.5 - e consegui um 6,43 para vencer. Foi demais”, contou a campeã, que faturou o prêmio máximo de 4.500 dólares do WQS Feminino e marcou 3.000 pontos para liderar o ranking de acesso para o ASP Women´s Tour. A vitória confirma o excelente início de temporada da campeã mundial de 2005, que ficou um ano fora do circuito, de licença-maternidade. “Voltei no ano passado após ter um bebê e estava hesitante e insegura de como lidar com a nova geração que vem muito forte, como a Sally, então 2009 foi apenas um aquecimento pra mim”. “Este ano eu intensifiquei meu treinamento e preparação e foi ótimo ganhar aqui. Este é um lugar perfeito, assim como Bells Beach, onde vai rolar meu próximo evento. Estou ansiosa, não vejo a hora de começar logo, agora com gás renovado ainda mais”. Fitzgibbons ficou desapontada com o segundo lugar, mas sabia que quando Hedges pegou a onda provavelmente perderia a final. “Eu terminei minha onda e senti que tinha conseguido a virada, mas então eu olhei pra trás e vi que a Chelsea pegou a mesma onda. Ela tinha uma nota baixa pra trocar e foi decepcionante para mim, mas todo o crédito vai para a Chelsea, que surfou muito e mereceu vencer”, falou Sally. Esta foi a primeira vitória de Hedges desde o Roxy Pro na Gold Coast em 2007. No ano seguinte, licença-maternidade para ter a filha, Mieka. Voltou em 2009 e terminou em sétimo lugar no ranking do ASP World Tour 2009. O próximo evento para Hedges e Fitzgibbons é o Rip Curl Pro em Bells Beach, segunda etapa do ASP Women´s Tour 2010, que começa no dia 30 de março e que ano passado marcou a primeira vitória da brasileira Silvana Lima na Divisão Principal do Circuito Mundial. Já o próximo WQS é o Estoril Billabong Girls na Praia do Guincho, em Portugal, onde a própria Sally Fitzgibbons vai defender o título de campeã. Além dessa, o calendário do WQS Feminino tem mais quatro provas, todas com nível máximo 6 estrelas, para definir as seis classificadas para a elite do ASP Women´s Tour. Nenhuma no Brasil, que fechou a temporada 2009 no Oakley apresenta Rio Surf Pro International na capital carioca. Seis surfistas representaram a América do Sul no Drug Aware Pro em Margaret River. A única que passou pela rodada de estréia do feminino na terça-feira foi a atual campeã brasileira Suelen Naraisa. Mas, a paulista acabou barrada no segundo confronto deste domingo em Surfers Point pela francesa Pauline Ado e pela australiana Nicola Atherton. Suelen ficou em 13.o lugar no campeonato, recebendo 800 dólares de prêmio e 1.560 pontos no ranking do WQS. A peruana Sofia Mulanovich, a catarinense Jacqueline Silva e a argentina Ornella Pellizzari ficaram empatadas em 25.o lugar com 1.200 pontos e 450 dólares. Já a paranaense Bruna Schmitz e a paulista Cláudia Gonçalves ficaram em último na primeira bateria que competiram em M-River, terminando em 37.o lugar, com direito a 1.080 pontos e 150 dólares pela participação no evento. FINAL DO DRUG AWARE PRO – 15.26 x 14.73 pontos: SEMIFINAIS – 3.o lugar - US$ 2.000 e 2.160 pts: QUARTAS-DE-FINAL – 5.o lugar - US$ 1.100 e 1.920 pts: QUARTA FASE – 3.a=9.o lugar - US$ 900 e 1.800 pts: TERCEIRA FASE – 3.a=13.o lugar (US$ 800 e 1.560 pts) / 4.a=19.o ($ 700 e 1.440 pts): RANKING WQS FEMININO – 3 etapas: João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America –
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