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“Estou muito feliz, amarradão! Acontecer isso tudo de novo pra mim é inacreditável”, disse Simão Romão, que faturou o prêmio máximo de 20.000 dólares e ganhou cinqüenta posições no ranking WQS, subindo do 99.o para o 49.o lugar na classificação geral das 32 etapas completadas no Rio de Janeiro. “O melhor é que vou poder comemorar o título em casa dessa vez. Não vou precisar sair correndo para as Ilhas Canárias como no ano passado, quando embarquei no mesmo dia da vitória. Agora estou louco para fazer um churrasco aí pra galera, comemorar com meus amigos. Nem estou acreditando”. No sábado foi encerrada a categoria feminina e Jessi Miley-Dyer ganhou a decisão australiana com Laura Enever no canto do Leblon. A havaiana Coco Ho sagrou-se campeã mundial do WQS 2009, enquanto a saquaremense Taís de Almeida faturou o título sul-americano profissional da temporada. O Oakley apresenta Rio Surf Pro International agora tem uma etapa do Circuito Estadual Profissional do Rio de Janeiro na terça e quarta-feira e de sexta-feira a domingo acontece a penúltima seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior da ASP, o Oakley Rio Pro Junior, para atletas com até 20 anos. No WQS, a festa no domingo foi toda de Simão Romão, que já começou o dia derrotando três estrangeiros na última rodada de baterias formadas por quatro surfistas. Ele dominou o canto da pedra de onde surgiam as ondas e foi assim que ele conseguiu despachar a nova sensação do surf brasileiro, o jovem paulista Gabriel Medina, recordista absoluto do campeonato com a nota 9,77 e os 18,20 pontos que atingiu no sábado. Simão chegou perto de um destes recordes com a nota 9,73 que arrancou dos juízes na última quarta-de-final, quando barrou o norte-americano Patrick Gudauskas. “Venho treinando forte dentro d´água, surfando direto, fazendo trabalho na academia e isso acho que está fazendo a diferença, dando resultado. Agora só falta um patrocínio, alguém que olhe para mim e diga: esse garoto merece correr o Circuito Mundial”, deseja Simão. “Desde o começo, sabia que tinha chances de vencer como todo mundo e procurei me inspirar no Mick Fanning, que quase nunca perde na Gold Coast, está sempre fazendo final e vencendo lá. Agora só quero festejar com a galera”. Na semifinal, Simão Romão despachou o último estrangeiro do campeonato com um placar mais apertado, 13,76 x 13,00 pontos, para confirmar uma decisão verde-amarela no Oakley apresenta Rio Surf Pro International. O norte-americano Brett Simpson dividiu o terceiro lugar com o gaúcho Rodrigo Dornelles, que já tinha perdido o duelo pro pernambucano Bernardo Pigmeu. Mesmo assim, Dornelles subiu para o 13.o lugar no WQS e foi o único a ingressar no G-15 para o ASP Tour no Rio de Janeiro. “Com certeza o terceiro lugar já é um ótimo resultado. Mas, não quero pensar muito em ranking, estou preocupado mesmo em passar baterias e pena que na semifinal não entrou muita onda”, contou Rodrigo Dornelles. “A melhor onda que entrou, o Pigmeu pegou e depois não entrou mais nada, mas parabéns para o Pig que vinha surfando muito bem o campeonato inteiro e mereceu ir pra final. Pra mim foi bom porque somei mais 1.000 pontos e agora vou com tudo para as Ilhas Canárias”, disse Dornelles, referindo-se a próxima etapa importante do WQS, que acontece nos dias 01 a 07 de novembro. As Ilhas Canárias também será o destino do vice-campeão Bernardo Pigmeu, mas antes disputa um 6 estrelas de 2.500 pontos como o Oakley / Rio Surf Pro no Canadá. Ele não fazia uma final do WQS desde 2006, quando conseguiu entrar na elite mundial do ASP World Tour. Naquele ano, também foi vice-campeão em duas provas, no Japão e na Escócia. O pernambucano agora é o 35.o colocado no ranking e levou 10.000 dólares de prêmio pelo segundo lugar na Praia do Arpoador. Pigmeu foi quem chegou mais perto do recorde de 18,20 pontos do paulista Gabriel Medina, atingindo 18,14 pontos na vitória sobre outra jovem promessa do surfe brasileiro nas quartas-de-final, o paulista Miguel Pupo. “Eu estava tão embalado que esperava vencer o campeonato, estava surfando bem hoje, mas o Simão veio com tudo, conseguiu achar as melhores ondas da bateria e mereceu a vitória”, reconheceu Bernardo Pigmeu. “Estou feliz com o resultado, pois passei por uma fase difícil ultimamente. Eu nem lembrava da minha última final no WQS, mas estou aí de novo e agora vou mais confiante pro Canadá e depois pras Ilhas Canárias e pro Havaí. Acho difícil conseguir classificação para o ASP Tour esse ano, mas no ano que vem quero voltar com tudo para brigar por uma vaga no WQS”, prometeu Pigmeu. Depois de grandes apresentações na Praia do Arpoador, ele não teve muitas chances na final. Simão Romão abriu a decisão já mostrando a força do seu backside com cinco pauladas para largar com uma nota 6,83. Pigmeu demorou 10 minutos para pegar sua primeira onda e tentou arriscar ao máximo as manobras, mas ela fechou rápido e valeu 4,67. Na segunda onda, Simão começa com um floater e acerta um batidão na junção recebendo 5,83. Enquanto Pigmeu fica com a prioridade de escolha da próxima onda, colado na pedra, Simão vai pegando as intermediárias mais longe da pedra. Na segunda tentativa, Simão acha uma ótima esquerda, a onda abriu até a beira e foi destruída por fortes batidas e rasgadas que arrancaram uma nota 9,33 dos juízes, praticamente liquidando seu oponente. Só no sinal dos 10 minutos finais, Pigmeu pegou sua primeira onda regular de nota 6,27, suficiente apenas para sair da “combination”, que no surfe é como perder de goleada, com mais de 10 pontos de diferença. O pernambucano ainda precisava de 9,89 para vencer, nota que ninguém tirou nessa semana no Arpoador, já que o recorde era o 9,77 que Gabriel Medina ganhou no sábado. O tempo foi passando, a torcida se inflamando, vibrando bastante até explodir quando terminou a bateria e Simão Romão foi anunciado como bicampeão do Oakley / Rio Surf Pro International. Ele novamente subiu na pedra do Arpex, mas dessa vez escorregou e a prancha acabou ficando presa pela cordinha. Mesmo ralando os joelhos, ele seguiu sem a prancha e repetiu o gesto de bater no peito. Simão já entrou na final como favorito, principalmente depois de passar por dois norte-americanos que estão na ponta de cima do ranking. O primeiro foi Patrick Gudauskas, que no domingo passado foi vice-campeão na etapa do Guarujá (SP). Depois, bateu Brett Simpson, que em julho faturou o maior prêmio da história do WQS, 100.000 dólares, pela sua vitória no US Open of Surfing. “Estou feliz assim mesmo. Ele venceu aqui no ano passado e definitivamente comprovou que a praia aqui é dele, então parabéns para o Simão”, enalteceu Brett Simpson. “Eu não fui bem na etapa lá do Guarujá e chegar na semifinal aqui foi muito bom para mim. Mas, o melhor mesmo é que tivemos um dia de Sol com boas ondas e praia lotada finalmente, depois de tantos dias de chuva e sem ondas. É assim que a gente gosta de pensar sobre o Brasil e hoje com certeza foi o melhor dia de ondas aqui”. O Oakley apresenta Rio Surf Pro International ofereceu premiação total de 175.000 dólares com patrocínio da Oakley e Skol, co-patrocínio do Metrô Rio, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Azul Linhas Aéreas, Suzuki, WQSurf e Sandálias Ipanema RJ. As etapas do WQS masculino e feminino foram sancionadas pela ASP South America e realizadas pela Adding Sports e Acesso Soluções em Comunicação, com apoio da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro, Favela Surf Clube e Arpoador Surf Clube. FINAL DO OAKLEY / RIO SURF PRO INTERNATIONAL – 16,16 x 10,94 pontos: SEMIFINAIS – 2.o=3.o lugar - US$ 5.000 e 1.875 pontos: QUARTAS-DE-FINAL – 2.o=5.o lugar - US$ 2.950 e 1.625 pontos: QUINTA FASE – 12 melhores – 3.o=9.o lugar - US$ 2.400 e 1.375 pontos: QUARTA FASE – 24 melhores – 3.o=13.o (US$ 2.200 e 1.156 pts) / 4.o=19.o ($ 2.000 e 1.094 pts): RANKING WQS 2009 – 32 etapas: João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. |




